A história não é nova: uma bela princesa presa na torre de um castelo espera que um príncipe vá resgatá-la. Neste caso, o herói (ou melhor, anti-herói) é um ogro, e a herdeira do trono não é tão bonita assim. Essa história também já foi contada e vista no cinema. Mas agora ganhou uma versão nacional, virou musical e estreia no Teatro João Caetano.
Com direção de Diego Ramiro, o espetáculo baseado no primeiro longa da franquia (2001) mescla referências das versões teatrais apresentadas na Broadway (Nova York) e no West End de Londres.
— O brasileiro está começando a se acostumar aos musicais. É uma mudança de comportamento, mesmo — comemora o diretor.
Depois de quatro etapas de audições, Diego Luri foi escolhido o “assustador” ogro que vive isolado num pântano do reino de Tão Tão Distante.
— O mais difícil foi encontrar o tom exato do personagem. Ele é um monstro mal-educado e grosso, mas tem um coração enorme, é sensível, fofo — conta o ator de musicais que começou a cantar em um coro de igreja.
Para se transformar no gigante esverdeado, além de enchimentos, Diego usa uma prótese e enfrenta três horas de caracterização.
— A roupa é bem quente e pesada. Mas isso resolvemos com muita fisioterapia e ventiladores — brinca o ator.
Para fazer par romântico com o protagonista, a atriz Sara Sarres (“O fantasma da ópera”, “Les misérables” e “O Mágico de Oz”) foi escalada para o papel de Fiona.
E quem dá vida ao impagável Burro — dublado nos filmes pelo comediante Eddie Murphy — é o humorista Rodrigo Sant’Anna (a Valéria do “Zorra total”, da TV Globo).
— O convite veio de forma inesperada, e minha primeira reação foi dizer que não cantava — conta Rodrigo, que rouba a cena em diversos momentos. — O personagem é incrível, tem uma pegada de malandro, usa uma linguagem bem coloquial, de rua. Tento só não falar muito errado, já que é um infantil.
E o Burro também tem seu “final feliz” nessa história. Assim como no filme, ele termina com a dragoa (um boneco com oito metros, 30 quilos e cinco manipuladores), que entra em cena voando e cuspindo fogo atrás de seu amor.
Estão presentes também no musical personagens dos clássicos contos de fadas, como Pinóquio, os Três Porquinhos e o Lobo Mau, todos “figurantes” do filme “Shrek”.
Um dos pontos altos do espetáculo é o momento em que a princesa Fiona se transforma definitivamente em ogra, utilizando a técnica do ilusionismo para tornar a levitação da personagem (quase) real.
As versões das músicas para o português ficaram a cargo de Claudio Botelho e são dirigidas por Claudio Castro (vencedor do Prêmio Shell em 2011 com “Um violinista no telhado”).
Apesar de ter se baseado no primeiro filme da série , o musical conta detalhes extras sobre a história de Shrek e Fiona, relembrando sua infância e explicando, por exemplo, por que o Lord Farquaard é anão.
— A história é aquela que todos conhecem, só que apresentada de outra forma. O legal é que “Shrek” acaba sendo um ótimo entretenimento para a família toda. Para o filho, o pai, o avô. — celebra Ramiro.
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